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27/08/2013

Pesquisadores criticam celular em aula: jovens não são multitarefas

Pesquisadores criticam celular em aula: jovens não são multitarefas

CARTOLA - AGÊNCIA DE CONTEÚDO - TERRA EDUCAÇÃO - 25/08/2013 - SÃO PAULO, SP

Um olho nas mensagens do celular e outro nas explicações dos professores. Ainda que as escolas tentem evitar, essa é uma cena rotineira em sala de aula que, garantem os adolescentes, não prejudica a aprendizagem. No entanto, para especialistas, esse argumento é falso, e o hábito de manter diferentes focos de atenção pode gerar estresse ou até mesmo indicar um Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Psicopedagoga clínica e mestre em psicologia do desenvolvimento, Maria Teresa Andion esclarece que a atenção é uma capacidade cerebral muito semelhante à concentração. `Brinco que é interesseira, pois as pessoas só prestam atenção efetivamente naquilo que querem`, afirma. No consultório, Maria Teresa atende jovens que recebem queixas da escola por utilizarem o celular durante as aulas.

Ao fazerem, os adolescentes aumentam o seu nível de estresse, pois estimulam diferentes zonas do cérebro simultaneamente e começam a ficar dispersos, não conseguindo manter um foco único. O resultado é que o rendimento cai. `Não aconselho às pessoas que mexam em qualquer tipo de dispositivo durante outras atividades que requeiram atenção`, diz.

O fenômeno é mais comum entre os mais jovens, que já crescem rodeados por dispositivos com acesso à internet, TV a cabo, videogames, entre outros. Estes estímulos fazem com que um sujeito de 65 anos, de outra geração, em geral tenha uma memória melhor do que um de 20 anos. Além disso, hábitos importantíssimos - como a leitura - podem ser prejudicados, já que requerem mais atenção.

Como o fenômeno descrito não é raro, há um grande tendência de diagnosticá-lo facilmente como TDAH. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pesquisa da Faculdade de Medicina Feiberg, da Universidade de Northwestern, indica que o percentual de crianças com o transtorno cresceu 66% entre 2000 e 2010. Maria Teresa faz questão de ressaltar que não se pode chegar a essa conclusão facilmente. Além disso, falta de foco e dispersão também podem sinalizar o uso de drogas ilícitas, o excesso de álcool ou até mesmo um traço de personalidade.

Na condição de diretora do Centro Educacional Gulliver, do Rio de Janeiro, Carla Regina de Jesus orienta os alunos a usarem o celular apenas fora da sala de aula. Algumas regras sobre o tema se tornaram necessárias para que os momentos de ensino possam transcorrer com tranquilidade. `Não impedimos que os alunos tragam seus aparelhos, porém a utilização só é permitida no intervalo, pois já vimos e sabemos que o uso não é voltado à pesquisa ou qualquer coisa do tipo, mas sim às mensagens e às redes sociais`, afirma.

Pesquisador do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e chefe do serviço de neurologia do Hospital São Lucas, André Palmini é mais um a se opor à crença de que os jovens são mesmo multitarefas. `Sempre que o cérebro divide a atenção em mais de um estímulo, a capacidade de 'dedicar-se' àquilo que é prioritário diminui. Esta visão de que os estudantes de hoje conseguem ler e enviar mensagens no celular enquanto estudam ou assistem a uma aula é incorreta. Existe uma perda inevitável de qualidade atencional quando isso acontece`, afirma.

Sem vilão ou exagero

Nem sempre realizar mais de uma tarefa simultaneamente é ruim. Isso não deve ser confundido com estímulos de fundo, como uma música na qual a pessoa não esteja prestando diretamente a atenção. Isto pode, por vezes, ajudar a melhorar o foco principal. Assim, ouvir uma canção em volume baixo é bem diferente do que ler e responder a mensagens no celular alternadamente e mantendo apenas atenção parcial em cada atividade.

Apesar dos prejuízos que pode provocar se utilizada em momentos inadequados, a internet não deve ser vista como uma vilã do ensino. `Não deve-se confundir os enormes benefícios que a era digital está trazendo e pode ainda trazer à educação com o impacto negativo na aprendizagem da atenção dividida`, reconhece Palmini.

Orientadora educacional da unidade da Granja Vianna do Colégio Rio Branco, em São Paulo, Maria Eugênia Rossetti tem opinião semelhante. Na escola em que trabalha, a pior fase do problema dos celulares durante a aula ocorreu há três anos, quando os telefones com acesso à internet começaram a se popularizar. `Antes era preciso que fôssemos mais rígidos, então retirávamos alunos da sala e, em alguns casos mais graves, suspendíamos. Hoje, acredito que os estudantes já aprenderam e, até esse momento do ano letivo, apenas três notificações foram feitas. Eventualmente, conseguimos até incorporar os aparelhos em atividades pedagógicas, como uma pesquisa, por exemplo`, garante.

Embora já seja comum o uso de dispositivos móveis desde os primeiros anos do ensino fundamental, tanto Maria Eugênia quanto Carla Regina indicam o ensino médio como o período mais problemático dessa relação entre ensino e diversão. Habilitado ao diagnóstico, o neurologista Palmini separa os jovens dispersos dos que têm déficit de atenção. `Ter dispersão não é sinônimo de ter TDAH. Esta distração secundária à tentativa de atentar a múltiplas atividades atrapalha a atenção para o foco principal, mas não tem nada de doença.`

Mesmo assim, o percentual de pessoas atingidas pelo transtorno é alto, rondando os 5%. Quem tem TDAH não consegue evitar interferências na sua capacidade de atenção, ainda que queira e não procure estímulos concomitantes. O diagnóstico correto depende da presença de um conjunto mais amplo de sintomas, que vai bem além da dispersão.


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22/07/2013

SALÁRIO DE VEREADOR IGUAL AO DE PROFESSOR

Em Jaú (SP), projeto tenta igualar salário de vereador ao de professor
BRUNA SOUZA CRUZ - UOL EDUCAÇÃO - 19/07/2013 - SÃO PAULO, SP
Um vereador do município de Jaú (a 296 km de São Paulo) tenta pela segunda vez a aprovação de um projeto de lei que equipara o salário de vereadores aos de professores de educação infantil da rede pública municipal.
Em março deste ano, o valor recebido pelos vereadores da Câmara da cidade passou de R$ 4.315,83 para R$ 4.608,01. Caso o projeto seja aprovado, os políticos passarão a receber em torno de R$ 1.700,00, segundo o idealizador da proposta, Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB).
`O projeto propõe o estabelecimento de um teto para os subsídios dos vereadores. Esse teto seria a média aritmética entre o menor e o maior salário previsto para o professor de educação infantil do município`, explica Almeida Júnior que também é mestre em direito e doutor em educação.
Para ele, o objetivo da emenda à Lei Orgânica do município (normas que regem a cidade) é dar uma atenção maior aos professores e abrir precedentes para que outros municípios adotem medidas semelhantes. `A médio prazo, isso implicaria em forçar os vereadores a pensar antes de decidirem aumentar os próprios subsídios. Afinal, antes disso teriam que brigar junto ao poder executivo para aumentar o salário dos professores`, acrescenta o vereador.
Quando questionado sobre o porquê da equiparação salarial ser igual a de professores de educação infantil, Almeida Júnior explica que foi o melhor parâmetro encontrado para estabelecer o teto, uma vez que estes recebem um salário físico e os demais professores recebem de acordo com a quantidade de horas que trabalham.
`O professor vem sendo muito desvalorizado e já passou da hora de darmos atenção para eles. Tivemos uma década contra o autoritarismo e depois disso tivemos uma década contra a inflação. Agora estamos em uma década contra a pobreza extrema. Já passou da hora de termos um tempo dedicado à melhoria e valorização da educação`, ressalta.
Tramitação
A proposta de emenda foi entregue para a comissão de Constituição, Justiça e Redação e precisa ser aprovada pelos membros para ser colocada em votação na Câmara.
De acordo com o vereador Almeida Júnior, que preside a comissão, o projeto pode ser colocado para votação daqui a duas semanas. A espera ocorre, pois ele aguarda a chegada de pareceres favoráveis de juristas para dar prosseguimento a apresentação da emenda. `Quero esperar os pareceres para que possamos ter ainda mais argumentos em prol dessa mudança`, diz.
Caso a proposta passe pela comissão, ela deverá ser colocada para votação na Câmara dentro de 15 ou 20 dias, explica Almeida Júnior.
Para ser aprovado, o projeto precisa de 12 votos. A ideia é que a mudança seja aplicada a partir do próximo mandato dos vereadores, em 1º de janeiro de 2017. `A expectativa é positiva. Já temos sete assinaturas contando a minha. Falta só convencer mais cinco pessoas`, brinca.
A Câmara recusou o projeto em 2012, quando foi apresentado pela primeira vez.
`Muitos podem questionar `Por que eles não sobem o salário do professor ao invés de reduzir o do vereador?!`. Mas só quem pode fazer isso é o prefeito do município. Nós vereadores não podemos tomar essa iniciativa legislativa`, resume.
Petição
Uma petição online foi criada em apoio ao projeto. Com 4.857 assinaturas até o momento, os organizadores desejam que nenhum vereador receba mais do que o professor.
`A petição não é oficial, mas é uma manifestação de apoios`, afirma. `Desejar que essa ideia se espalhe pelo Brasil parece utópico, mas existem as utopias eficientes. Elas geram movimentos que implicam em atitudes concretas que resultam em mudanças.`


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13/06/2013

AVALIAÇÃO NACIONAL PARA OS ALUNOS DE 1º AO 3º ANO DO ENS.FUNDAMENTAL

Avaliação nacional de alfabetização será aplicada em novembro
PRISCILLA BORGES - IG ÚLTIMO SEGUNDO - 12/06/2013 - SÃO PAULO, SP

O primeiro diagnóstico sobre a qualidade da alfabetização das crianças brasileiras será realizado na segunda quinzena de novembro e os resultados chegarão às escolas em abril de 2014. A prova nacional de avaliação da alfabetização , oficializada na segunda-feira, faz parte de um pacto firmado entre governo federal e municípios para que todas as crianças sejam alfabetizadas até os 8 anos de idade.
De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, as habilidades que serão verificadas em duas frentes de avaliação – língua portuguesa e matemática – já estão definidas. Cerca de 11 habilidades, como identificar o assunto de um texto, serão verificadas em Português e outras 18 em Matemática. "Vamos testar habilidades de leitura e escrita, numérica e algébrica", diz Costa.
Apenas os estudantes do 3º ano do ensino fundamental de todas as escolas públicas dos municípios que aderiram ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) participarão dessa primeira prova. A partir do ano que vem, os alunos do 2º ano do fundamental também serão avaliados. Segundo o Ministério da Educação, 5,4 mil municípios aderiram ao programa.
"É importante começarmos a avaliar os estudantes do 2º ano para que as escolas tenham tempo de fazer intervenções pedagógicas, caso seja necessário, antes que as crianças terminem esse ciclo. É fundamental que a prova seja censitária para que cada professor e escola envolvidos tenha a chance de melhorar a aprendizagem de cada aluno", afirma o presidente do Inep.
A expectativa do órgão responsável pela aplicação das provas é liberar os resultados sempre em abril. O primeiro já em 2014. O Inep ainda não definiu como será a divulgação dos resultados para a sociedade, mas cada escola receberá um relatório com o desempenho das crianças em cada item. O objetivo é dar subsídios para que os professores criem alternativas de aprendizagem nos assuntos menos compreendidos pelos estudantes o quanto antes.
Nova portaria
Os detalhes de aplicação das provas – como a matriz de conhecimentos que serão avaliados, quais as escolas que poderão participar da avaliação e a data exata em que ela ocorrerá – serão divulgados em portaria que será publicada na semana que vem pelo Inep. "Essa avaliação será um marco para o País, que mostrará os desafios onde precisamos avançar", diz. Segundo o Censo do IBGE de 2010, 15,2% das crianças não se alfabetizam até os 8 anos.
A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) fará parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que também engloba a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc). A primeira é feita de modo amostral por estudantes dos 5º e 9º anos do fundamental e do 3º ano do ensino médio das redes pública e privada. A segunda é censitária nos 5º e 9º anos do fundamental da rede pública.

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Estratégia de gestão na escola pode melhorar desempenho dos alunos


CARTOLA - AGÊNCIA DE CONTEÚDO - TERRA EDUCAÇÃO - 13/06/2013 - SÃO PAULO, SP

Gerenciar escolas como se fossem empresas pode parecer controverso, mas há especialistas que defendem a alternativa como forma de aumentar o desempenho dos alunos. Um trabalho desenvolvido por Priscilla Albuquerque Tavares, pesquisadora na área de economia da educação da Fundação Getulio Vargas (FGV), constatou que a inclusão de práticas gerenciais nas instituições de ensino pode ter impactos positivos no desempenho dos alunos. A pesquisadora defende que a escola não pode ser considerada diferente de outras organizações, por isso precisa estabelecer metas e estratégias - ideia que não agrada a todos os estudiosos da área.

A pesquisa analisou um programa piloto de gestão implantado em 200 escolas públicas estaduais de São Paulo, que incluiu práticas como capacitação administrativa aos gestores, elaboração de diagnósticos, monitoramento de performance e fixação de objetivos para indicadores relacionados ao aprendizado. Os resultados mostraram um aumento de seis pontos na escala de proficiência dos estudantes, o que equivale a elevar o aprendizado típico do aluno médio em quase 40%.

Entre os fatores associados à qualidade da gestão escolar está a formação acadêmica dos diretores, que, em geral, é somente pedagógica, e não administrativa. `Não quero dizer que um pedagogo não tenha condição de gerir uma instituição, porque ele conhece educação, e isso é essencial. O problema é não ter perfil gerencial`, esclarece Priscilla. A pesquisadora argumenta que, quando isso acontece, a instituição corre o risco de não se tornar objetiva, ou seja, pode estabelecer uma meta, mas não definir como cumpri-la.

Para Priscilla, um bom gestor é aquele que conhece os indicadores da sua escola e traça estratégias para melhorá-los. `A impressão que tenho é que há diretores que não sabem avaliar os principais problemas e não conhecem a real situação de suas instituições`, afirma. Ela menciona o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, que oferece indicadores e metas que os gestores nem sempre têm clareza de como atingir.

A pesquisadora pondera, contudo, que uma das principais queixas dos diretores consiste em que os secretários de Educação, muitas vezes, estabelecem projetos e impõem objetivos, mas não apontam caminhos para a resolução dos problemas. A mudança de governos e, consequentemente, de gestores, também pode dificultar a manutenção de projetos em longo prazo. Além disso, as metas gerais impostas pelo órgão podem não se adequar totalmente ao cenário encontrado em uma escola específica.

Contraponto

Mas tratar diretores de escolas como administradores de empresas não é a solução indicada por todos os estudiosos. Pesquisador do Núcleo de Políticas Educacionais e coordenador do curso de pedagogia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ângelo de Souza se opõe a essa visão e acredita que a face administrativa do gestor escolar é a de menor importância entre suas funções. `A administração de uma escola não é igual a de uma empresa, é uma ação de natureza pedagógica. A decisão do gestor não precisa, necessariamente, se basear numa eficácia de acordo com técnicas administrativas, mas sim em interesses do público ao qual atende`, enfatiza.

O professor discorda, ainda, que um gestor escolar precise, necessariamente, ter conhecimento amplo em administração. `O que se espera de um bom diretor não é técnica administrativa, mas sim que seja alguém equilibrado, de bom senso, com boa formação pedagógica. Essas são características de natureza ético-política`, afirma, enfatizando que a técnica básica para gestão pode ser aprendida com algum estudo e dedicação. Priscilla, por outro lado, indica que a situação poderia ser corrigida com a inclusão de conteúdos administrativos nas faculdades de pedagogia, ou com cursos específicos promovidos pelas secretarias de Educação.

Souza acrescenta que os casos de gestão mais bem-sucedidos são aqueles em que o pedagogo possui perfil de liderança, mas cria um clima organizacional acolhedor, aberto ao diálogo e à participação de alunos, professores e comunidade. `Escolas com gestão democrática têm alunos com melhores resultados`, avalia.

Investimento ou gestão?

O economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega acredita que o mau desempenho brasileiro em rankings como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), que avalia os índices educacionais de 65 países - em 2009, última edição divulgada, o Brasil ficou em 53º lugar - não se devem a baixos investimentos no setor, mas sim à má gerência dos recursos obtidos. Para o pesquisador Souza, por outro lado, o País padece dos dois problemas: falta de investimentos e má gestão de recursos na educação.

Nóbrega rebate com um preceito econômico: os bancos não emprestam dinheiro a quem já está endividado, ou seja, para ele, não se deve aumentar os recursos financeiros em estruturas que não estão respondendo. O economista acredita que sejam necessárias metas objetivas dentro das escolas, que levem em conta desempenho e aprovação de alunos e relacionem isso com a remuneração do professor.

`O diretor é peça fundamental para uma escola, tanto para o funcionamento da unidade como no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos, influenciando a condução dos trabalhos pedagógicos. Ele é um líder, não pode ser qualquer um, escolhido por ser amigo de político`, defende Nóbrega.


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Capacitação, revisão pedagógica e metodológica

10/06/2013

Currículo deve desafiar os talentos dos alunos

Sir Ken Robinson, celebridade entre os amantes de educação e orador mais assistido do TED – suas três palestras já foram vistas mais de 21,5 milhões de vezes.
Nesta palestra Robinson discorre sobre o sistema educacional dos Estados Unidos, mas que é também a realidade do Brasil. Ele destaca, entre outras coisas que:

“Mas o que todos os sistemas de alto-desempenho no mundo fazem é o que não é óbvio atualmente, infelizmente, entre os sistemas ... eles atribuem um status muito alto para a profissão de professor. Eles reconhecem que você não consegue melhorar a educação se não tiver ótimas pessoas para ensinar e se não continuar a dar-lhes apoio constante e desenvolvimento profissional. Investimento do desenvolvimento profissional não é caro. É um investimento, e todos os outros países que estão obtendo sucesso sabem disso, quer seja a Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Cingapura, Hong Kong ou Shangai. Eles sabem disso.” (Sir Ken Robinson)

Ai esta uma receita? Não, mas é parte dela. Todos os países com alto-desempenho hoje em aprendizagem (aprendizagem significativa) tem como alicerce investimento no professor.